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Pinhão pesquisado como opção ao diesel |
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- Fonte: Diário de Pernambuco
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sexta, 06 outubro 2006 |
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Um arbusto que se adapta facilmente ao semi-árido nordestino e dá
frutos ricos em óleo vem se configurando como alternativa para a
produção de biodiesel.
Um arbusto que se adapta facilmente ao semi-árido nordestino e dá frutos ricos em óleo vem se configurando como alternativa para a produção de biodiesel. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Petrolina voltaram os olhos para o pinhão-manso (Jatropha curcas) e os primeiros testes realizados nos campos da empresa já confirmaram o potencial oleaginoso da planta. Membro da mesma família da mamona (euforbiáceas), o pinhão-manso apresenta a resistência a períodos de seca e a solos inférteis como principal vantagem em relação a sua prima.
O pesquisador da Embrapa Semi-árido e coordenador do grupo do estudo, Marcos Antônio Drumond, ressaltou a necessidade de cautela até que os dados sejam aprofundados. "Estamos solidificando informações antigas, verificando se o resultado varia de acordo com local e tipo de plantio. Mas os dados estão bem favoráveis para a região". Segundo ele, o óleo produzido a partir da semente do pinhão-manso é semelhante ao do diesel extraído do petróleo eatende aos parâmetros da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Drumond ressaltou que a semente não deverá ser plantada para substituir a mamona, mas como um complemento. "Os dois tem grande potencial. O óleo da mamona tem mais de 400 usos, especialmente farmacológicos, mas seu plantio dura dois anos. Já o do pinhão é permanente". Ele informou que até o final de 2007, quando a pesquisa completará dois anos de ciclo, será possível obter uma boa indicação sobre o plantio da espécie.
Semente - José Barbosa dos Anjos, outro pesquisador da Embrapa, ressaltou que existem informações de ciclos dessa cultura com até 40 anos. "O plantio pode até morrer com a seca, mas nas primeiras chuvas nascerá todo verde novamente". Essa longevidade compensa, de acordo com o pesquisador, o menor rendimento do óleo de pinhão que produz de 30% a 45% de óleo. Já a semente da mamona pode render de 45% a 50% de óleo.
Os testes com a semente estão sendo feitos nos campos de Petrolina, de Araripina e Nossa Senhora da Glória para avaliar o comportamento da semente diante de altitudes, climas e tipos de plantios. "Os resultados mostram-se bastante viáveis. Em Petrolina, até agora por exemplo a árvore não parou de florir", afirmou, informando que já existem empresas que optaram por arriscar e estão iniciando grandes cultivos na região.
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