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Pinhão-manso é alternativa para produção de biodiesel no ES |
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- Fonte: A Gazeta - ES
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terça, 13 fevereiro 2007 |
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O pinhão-manso é a grande aposta do agronegócio para a produção de biodiesel. Com produtividade bem acima das demais sementes (três vezes superior à mamona e duas vezes superior ao girassol) o pinhão-manso, por ser uma planta rústica, pode ser cultivado nas regiões semi-áridas, com menor índice de chuvas.
No Espírito Santo o cultivo é indicado para a Região Noroeste, com menor índice pluviométrico. No próximo mês serão iniciados os plantios experimentais em quatro fazendas experimentais do Instituto Capixaba de Pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e em 30 propriedades particulares localizadas na região. Os plantios experimentais deverão envolver uma área de 13 hectares.
Os plantios nas propriedades privadas serão acompanhados pelos técnicos e pesquisadores do Incaper, informou o presidente da instituição Enio Bergoli da Costa. Nos plantios experimentais serão estudados o manejo da cultura e as pragas que afetam as plantas.
O pinhão-manso é uma boa alternativa para os agricultores que produzem café conilon, porque a safra acontece em períodos diferenciados, lembra o pesquisador do Incaper, Márcio Adonis. A colheita, nas regiões secas, é feita entre novembro e março. Logo depois, de abril a julho, vem a colheita do café conilon.
O fato de não concorrer com o café conilon, a principal atividade agrícola na maioria dos municípios do Norte e Noroeste capixabas, é um fator de estímulo para os produtores rurais, destaca Bergoli.
São quatro as variedades de pinhão cultivadas no país. Entretanto, a mais indicada para a produção de biodiesel, a de maior produtividade, é a Jatropha curcas, destaca Adonis. Os resultados dos plantios experimentais poderão ser conhecidos em dois anos.
A meta dos pesquisadores que trabalham com plantios experimentais de oleagionosas voltadas para a produção de biodiesel é atingir a produtividade de 2 mil litros de óleo por hectares em dois anos. Nos próximo dez anos, a meta dos pesquisadores é chegar a 5 mil litros de óleo por hectare.
Rita Bridi |
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