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Entre 2020 e 2030, o petróleo poderá se esgotar no Brasil. O
alerta foi feito pelo consultor sobre viabilidade do biodiesel, Neddo Zecca:
“Temos de começar a pensar em combustíveis alternativos desde já”. Ele foi um
dos palestrantes do seminário – Potencial do Pinhão-manso para o Programa
Nacional do Biodiesel – organizado pela Fundação de Estudos e Pesquisas em
Administração e Desenvolvimento (Fepad). A abertura do seminário aconteceu na
manhã desta terça-feira, 21 de março, no Auditório Dois Candangos na
Universidade de Brasília (UnB). O encontro acontece até 30 de março e
reúne pesquisadores e produtores agrícolas de todo o Brasil.
| Camila Martins/UnB Agência |
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| Pastore afirma que discussões brasileiras precisam avançar |
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O debate é sobre o uso do pinhão-manso para a fabricação do
biodiesel, combustível biodegradável produzido a partir de gorduras animais ou
óleos vegetais como mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim e soja. Esta é a
primeira vez que acontece um seminário sobre a planta. O diretor-presidente da
Fepad, Floriano Pastore, acredita que o país é um dos principais líderes no
debate do biodiesel, mas sabe que a discussão precisa avançar. “A intenção deste
seminário é trocarmos idéias para termos definições mais claras sobre os
potenciais do pinhão-manso para a produção do biocombustível”, conta.
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Camila Martins/UnB Agência |
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Zecca defende investimento imediato do Brasil na produção de
biodiesel |
EXPORTAÇÃO – Devido ao tamanho do território nacional e as
diferentes condições climáticas e de vegetação, o Brasil possui condições de
produzir diversos tipos de oleaginosas. “No futuro, poderemos até exportar este
biocombustível para a Europa que é pobre nas matérias-primas necessárias para
produzir o biodiesel”, conta Zecca. Para ele, além da exportação, o país poderá
utilizar o combustível nas frotas de automóveis e na venda para distribuidoras
nacionais. “Precisamos trabalhar da melhor maneira a legislação, a tributação,
as infras-estruturas necessárias e a fertilidade dos solos para que está
produção seja viável”, avalia.
| Camila Martins/UnB Agência |
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| Heloísa aponta o fácil cultivo como principal vantagem do
pinhão-manso |
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A pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas
Gerais (Epamig), Heloísa Saturnino, considera que os principais diferenciais da
planta são o fato de ela ser comum em muitas regiões brasileiras, ser de fácil
cultivo, possuir uma semente com bastante óleo e viver por muitos anos. “O
pinhão não tem as mesmas variedades da soja, por exemplo, mas vive cerca de 50
anos. Isso reduz muito os custos”, analisa.
O consultor Neddo Zecca lembra que a planta evita a
desertificação e, por isso, se enquadra bem no interior do Nordeste. “Esta
planta vive sem água e ainda recupera terras degradadas”, conta.
Participaram da abertura do seminário o reitor da UnB, Timothy
Mulholland, o vice-reitor Edgar Mamiya, o secretário de Ciência e Tecnologia
para a Inclusão Social do MCT, Rodrigo Rollemberg o assessor da Casa Civil, José
Acarine e a deputada federal, Mariângela Duarte (PT-SP).
Aguardem, em breve informações completas sobre como foi este seminário. Fique ligado.
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