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Nova matéria-prima para o biodiesel Imprimir E-mail
- Fonte: UnB Agência.   
quarta, 29 março 2006

Entre 2020 e 2030, o petróleo poderá se esgotar no Brasil. O alerta foi feito pelo consultor sobre viabilidade do biodiesel, Neddo Zecca: “Temos de começar a pensar em combustíveis alternativos desde já”. Ele foi um dos palestrantes do seminário – Potencial do Pinhão-manso para o Programa Nacional do Biodiesel – organizado pela Fundação de Estudos e Pesquisas em Administração e Desenvolvimento (Fepad). A abertura do seminário aconteceu na manhã desta terça-feira, 21 de março, no Auditório Dois Candangos na Universidade de Brasília (UnB). O encontro acontece até 30 de março e reúne pesquisadores e produtores agrícolas de todo o Brasil.

Camila Martins/UnB Agência  
Floriano Pastore  
Pastore afirma que discussões brasileiras precisam avançar  

O debate é sobre o uso do pinhão-manso para a fabricação do biodiesel, combustível biodegradável produzido a partir de gorduras animais ou óleos vegetais como mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim e soja. Esta é a primeira vez que acontece um seminário sobre a planta. O diretor-presidente da Fepad, Floriano Pastore, acredita que o país é um dos principais líderes no debate do biodiesel, mas sabe que a discussão precisa avançar. “A intenção deste seminário é trocarmos idéias para termos definições mais claras sobre os potenciais do pinhão-manso para a produção do biocombustível”, conta.

  Camila Martins/UnB Agência
  Neddo Zecca
  Zecca defende investimento imediato do Brasil na produção de biodiesel

EXPORTAÇÃO – Devido ao tamanho do território nacional e as diferentes condições climáticas e de vegetação, o Brasil possui condições de produzir diversos tipos de oleaginosas. “No futuro, poderemos até exportar este biocombustível para a Europa que é pobre nas matérias-primas necessárias para produzir o biodiesel”, conta Zecca. Para ele, além da exportação, o país poderá utilizar o combustível nas frotas de automóveis e na venda para distribuidoras nacionais. “Precisamos trabalhar da melhor maneira a legislação, a tributação, as infras-estruturas necessárias e a fertilidade dos solos para que está produção seja viável”, avalia.

Camila Martins/UnB Agência  
Heloísa Saturnino  
Heloísa aponta o fácil cultivo como principal vantagem do pinhão-manso  

A pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Heloísa Saturnino, considera que os principais diferenciais da planta são o fato de ela ser comum em muitas regiões brasileiras, ser de fácil cultivo, possuir uma semente com bastante óleo e viver por muitos anos. “O pinhão não tem as mesmas variedades da soja, por exemplo, mas vive cerca de 50 anos. Isso reduz muito os custos”, analisa.

O consultor Neddo Zecca lembra que a planta evita a desertificação e, por isso, se enquadra bem no interior do Nordeste. “Esta planta vive sem água e ainda recupera terras degradadas”, conta.

Participaram da abertura do seminário o reitor da UnB, Timothy Mulholland, o vice-reitor Edgar Mamiya, o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCT, Rodrigo Rollemberg o assessor da Casa Civil, José Acarine e a deputada federal, Mariângela Duarte (PT-SP).

 

Aguardem, em breve informações completas sobre como foi este seminário. Fique ligado.