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Norte de MG quer conhecer pinhão manso do México Imprimir E-mail
- Fonte: Hoje em Dia - Nacional   
segunda, 11 dezembro 2006
O Norte de Minas está buscando as técnicas utilizadas no México para produzir pinhão manso, cujo preço é atrativo, a cultura é perene e exige que o produtor plante uma vez e se preocupe, apenas, com o manejo. O Norte de Minas está buscando as técnicas utilizadas no México para produzir pinhão manso, cujo preço é atrativo, a cultura é perene e exige que o produtor plante uma vez e se preocupe, apenas, com o manejo. O objetivo é incrementar o pinhão manso na região e atender a demanda prevista com a inauguração da Usina de Biodiesel de Montes Claros, que está sendo montada pela Petrobrás, e deve começar a operar em 2008. Uma missão científica norte-mineira, formada por pesquisadores da Epamig, Petrobrás e Emater, irá ao país, nos próximos dias.

O diretor do Centro de Pesquisas da Epamig no Norte de Minas, Marco Antônio Viana Leite, disse que o pinhão manso já está sendo pesquisado na região, e demonstra resultados satisfatórios. Como são necessários quatro anos para conhecer todo ciclo da planta, ainda faltam 18 meses para concluir as análises. Por isso, afirma ele, a iniciativa de buscar as técnicas internacionais, visando incrementar e até mesmo acelerar o processo de produção.

A Epamig recebeu pleito da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene para liberar 50 toneladas de sementes de pinhão manso a pequenos produtores rurais dos 86 municípios do Norte de Minas. O presidente da entidade, Valmir Morais de Sá, prefeito de Patis, afirma que, neste ano, a Epamig cedeu 40 toneladas de mamona e está repassando mais 16 toneladas.

No entanto, ressalta ele, depois do fiasco do Protocolo da Mamona, em 1998, quando os produtores que plantaram ficaram sem colocar o produto no mercado, houve frustração e desânimo do homem do campo. «Não adianta querer convencer o produtor a mexer com a mamona, que ele não aceita. Tem muita gente até hoje endividada, pois, na época, prometeram que toda cadeia produtiva estava fechada, inclusive com a compra pela usina de beneficiamento de mamona. Isto não ocorreu e muita gente acumula prejuízos. Temos de buscar outra opção, com o pinhão manso», acredita Valmir Morais.

A Epamig tem três áreas plantadas de pinhão manso no Norte de Minas, nos projetos Gorutuba e Jaíba. Recentemente, com a Ale Distribuidora, estendeu ao município de Olhos D’Água, assim como o Grupo Sada já está desenvolvendo a mesma cultura no Projeto Jaíba.

O diretor do Centro de Pesquisas da Epamig, Marco Antônio Viana Leite, afirma que a cultura tem grande impacto social, pois tem perspectivas de gerar muitos empregos e absorver a mão-de-obra disponível com o fim da cultura do algodão. «Ela será o principal potencial econômico do Norte de Minas, pois, com a Petrobrás dando a garantia de que comprará a produção, tranqüilizará o produtor