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Indústria de biodiesel promove exploração do pinhão manso Imprimir E-mail
- Fonte: Jornal Bom Dia   
terça, 18 abril 2006
A Fertibom, de Catanduva, vai promover o plantio de uma cultura pouco explorada na região, para produzir biodiesel: o pinhão manso. Segundo o agrônomo da empresa, Lídio Pereira Júnior, a cultura foi escolhida como “carro-chefe” devido ao seu baixo custo de produção, o que a torna viável para a agricultura familiar.

Ele explica que o pinhão manso é rústico e demanda poucos tratos culturais. Cerca de duas mil famílias devem ser alcançadas pelo projeto. Segundo o agrônomo, cada família deverá plantar três hectares em média.

O pinhão manso é uma cultura perene e a empresa vai arcar com os custos de implantação. A preferência será por pequenos produtores organizados em associações e cooperativas, para facilitar o trabalho de assistência técnica.

Recentemente, o projeto de produção de biodiesel da indústria foi considerado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário apto a receber o selo “Combustível Social”. A medida a credencia a participar dos leilões de biodiesel da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

A Fertibom pretende dobrar neste ano sua capacidade de produção de biodiesel, que atualmente é de 6 milhões de litros/ano. O objetivo inicial do projeto é aumentar a área de plantio. O custo de produção do pinhão manso vai de R$ 400 a R$ 600 por hectare, variando conforme a idade da planta.

A produção pode chegar a 12 toneladas por hectare. A empresa estuda comprar a tonelada da semente entre R$ 250 e R$ 300. A planta é da família das euforbiácias, a mesma da mandioca e da seringueira. Após o plantio, leva três anos até a produção comercial.

Na região Sudeste, as detentoras do selo precisam comprar pelo menos 30% da matéria-prima de agricultores familiares e também assegurar a assistência técnica. Em troca, têm benefícios como redução de alíquotas de PIS/Pasep e Cofins.