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Empresa portuguesa investe em pinhão-manso |
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- Fonte: Açoriano Oriental
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segunda, 28 julho 2008 |
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Presente em Moçambique desde há cerca de dois anos com o projecto
ENERTERRA, a SGC Energia tem uma plantação de 1.000 hectares de
jatrofa
Numa altura em que se discute o recurso à energia nuclear para combater
a dependência energética nacional, a SGC Energia aposta na produção de
biocombustível a partir de óleo de soja e investe em soluções de
investigação e desenvolvimento tendo em vista a produção de
combustíveis alternativos ao petróleo a partir de algas e jatrofa.
Presente em Moçambique desde há cerca de dois anos com o projecto
ENERTERRA, a SGC Energia tem uma plantação de 1.000 hectares de
jatrofa, distribuída por várias zonas do país, que emprega cerca de 600
pessoas.
"Temos em Moçambique um projecto de plantação de jatrofa, que é uma
planta energética tóxica, não alimentar, que cresce em áreas
semi-áridas que nunca poderiam ser utilizadas para fins agrícolas",
disse o presidente da SGC Energia, Vianney Valès, em entrevista à
agência Lusa, considerando que este projecto é "um maiores trunfos para
fazer dos combustíveis alternativos ao petróleo um negócio sustentável
a prazo".
Vianney Valès indicou que estes primeiros anos do projecto ENERTERRA
foram dedicados "à selecção e testes das melhores sementes", adiantando
que o projecto vai entrar "numa fase industrial a partir deste Verão",
altura em que serão plantados "500 a 1.000 hectares por mês".
Com base neste calendário, o presidente-executivo da SGC Energia prevê
que a produção de biocombustível oriunda destas plantações chegue a
Portugal e à Europa dentro de quatro anos.
"A planta [jatrofa] demora quatro anos a atingir a maturidade, pelo que
só daqui a quatro anos é que teremos produção oriunda destas plantações
a entrar em Portugal ou na Europa e Portugal a ser exportador desta
matéria-prima", afirmou Vianney Valès.
Apesar de se escusar a quantificar os "vários milhões de dólares"
investidos no ENERTERRA, o presidente da SGC Energia diz não ter
dúvidas de que este projecto atrairá clientes.
"As cinco fábricas [de biocombustíveis que existem] em Portugal são
todas clientes potenciais em Portugal", afirmou Vianney Valès,
colocando também as fábricas europeias na lista dos possíveis
compradores.
"Todas as fábricas europeias estarão à procura destas matérias-primas,
que vão permitir estabilizar os preço do gasóleo para o consumidor
final", disse.
No campo da investigação e desenvolvimento, a SGC Energia conta
actualmente duas unidades-piloto, uma em El Paso, no Novo México, que
está a estudar a produção de biocombustível a partir de algas, e outra
nos Açores, que visa a transformação de resíduos sólidos em
combustíveis.
"Temos um programa muito ambicioso de criação de algas em
fotobioreactores, que está a ser desenvolvido há quase um ano numa
unidade-piloto em El Paso", adiantou o presidente da SGC Energia,
acrescentando que este projecto está a ser desenvolvido em parceria com
a empresa norte-americana Global Green Solutions.
Além destes três projectos, a SGC Energia tem em Alhandra, Vila Franca
de Xira, uma fábrica que produz e comercializa biodiesel produzido a
partir de óleo de soja.
A Biovegetal, que começou a funcionar numa fase piloto em Novembro de
2007, tendo arrancado dois meses depois a fase comercial, produz hoje
entre 150 a 300 toneladas de biodiesel por dia, que têm como destino as
frotas dos transportadores rodoviários de mercadorias e as refinarias
nacionais.
A Biovegetal, uma das cinco fábricas de biocombustíveis que actualmente
existem em Portugal, representa um investimento de 100 milhões de euros
do grupo SGC.
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