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Campina Verde já produz pinhão-manso para a Suíça Imprimir E-mail
- Fonte: Assessoria IVC   
quarta, 12 março 2008
Com o início do plantio feito pela Cooperbio de Campina Verde, o Triângulo Mineiro ultrapassa 110 hectares de cultivo de pinhão-manso – Jatropha Curcas destinados  à produção de biodiesel. Agora, o Projeto Pinhão Manso GAR – IVC conta com a participação de três cooperativas já plantando. O projeto é uma parceria entre a empresa suíça Global Agricultural Resources – GAR e o Instituto Volta ao Campo – IVC.

Após 15 dias de preparação do solo, antes ocupado por pastagem, os cooperados da Cooperbio fizeram o plantio direto – com sementes – nos 22 hectares destinados à produção do pinhão-manso. O cultivo começou há duas semanas.

O tempo de preparo da área é um cuidado importante. Por isso, a equipe técnica do projeto realiza a análise do solo e corrige alguma deficiência apresentada. Todo trabalho prévio ao cultivo é feito com o suporte da GAR. “Todos os insumos necessários para o tratamento do solo já foram providenciados pela GAR. Em Campina Verde, por exemplo, além de fazer o tratamento das sementes com fungicida e inseticida, foi feita a correção do solo”, explica o engenheiro agrônomo do IVC, responsável técnico do projeto, Antônio Agostinho Ferreira.

A primeira cooperativa a cultivar o pinhão-manso na região foi a Cooperativa Agropecuária Vale da Alimentação Ltda (COVAL), no município de Santa Vitória, com 15 produtores. Hoje, a COVAL tem 18,7 hectares já plantados e uma área, de 8 a 10 hectares, selecionada para o novo plantio. Este novo espaço é essencial para atingir a meta da COVAL de chegar a três toneladas por hectare ainda em 2008.
 
Outra cooperativa que também já investe na produção da Jatropha é a COOAGROCAMPO, composta pelas famílias do assentamento de Campo Florido. No local foram plantados 70 hectares, sendo metade com planto direto e a outra metade com mudas da planta.

Entenda o Projeto
Após pesquisas feitas no Brasil, o Triângulo Mineiro foi escolhido para integrar este projeto entre Brasil e Suíça. O interesse da GAR é ter no Brasil um parceiro com a experiência necessária para um projeto dessa dimensão, voltado para a exportação de óleo para biodiesel a partir do pinhão-manso. Por isso, firmou a parceria com o IVC, uma instituição de apoio a agricultura familiar sem fins lucrativos, que vem trabalhando em projetos do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel – PNPB nos estados de Minas Gerais e Goiás.

“É um investimento de aproximadamente 50 milhões de dólares. A GAR investirá direto na produção por meio de insumos, assistência técnica e pesquisa. A expectativa é de gerar trabalho para muita gente, divisas para o país, além de benefícios para o meio ambiente, preparando um futuro melhor para as novas gerações”, assegura o CEO da GAR, Yehuda Rozenblum.

Os interessados em produzir pinhão-manso deverão ser associados a uma das cooperativas parceiras.

Ainda faltam quatro anos para surgir o biodiesel suiço-brasileiro. Parece distante da nossa realidade, mas para os europeus o tempo é curto demais. A União Européia estabeleceu que até 2010, 5,75% de todo combustível deverá ser renovável. Daí a corrida pelo parceiro ideal e a ânsia de ver brotar os primeiros pés de pinhão-manso.