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Culturas de A a Z, publicada pelo Guia Rural Abril 1986:
"Entre as experiências feitas com vegetais para uma futura substituição
do óleo diesel como combustível, destacaram-se como plantas de alta
possibilidade o pinhão-manso (Jatropha curcas L.), também conhecido
como pinhão-de-purga, pinhão-paraguai, manduri-graça, mando-bi-guaçu e
pião, e o pinhão-bravo (Jatropha pohliana M.), também conhecido como
pinhão-branco. Tanto o pinhão-manso como o pinhão-bravo vêrn sendo
utilizados comumete como cerca viva, mas o pinhão-manso é usado também
para a extração de óleo que serve para a fabricação de sabão e como
purgativo para o gado bovino. Ensaios feitos com o óleo extraído do
pinhão-manso (óleo-de-purgueira), comparando-o com o diesel, deram bons
resultados. Num motor diesel, para gerar a mesma potência, o consumo de
óleo-de-purgueira foi 20% maior, o ruído mais suave e a emissão de
fumaça, semelhante. Considerou-se também possível o uso desse óleo não
apenas como combustível, mas também na indústria de tintas e de
vernizes. Análises posteriores mostraram que o óleo de pinhão-manso tem
83,9% do poder calorífico do óleo diesel e o óleo de pinhão-bravo,
77,2%. Se o óleo de pinhão-manso for usado como substituto do diesel, o
consumo será 16,1% maior; se a experiência for feita com o óleo de
pinhão-bravo, será 21,8% maior. Além disso, a torta que resta é um
fertilizante rico em nitrogênio, potássio, fósforo e matéria orgânica.
Desintoxicada, a torta pode também ser transformada em ração, como tem
sido feito com a torta de mamona. E a casca dos pinhões pode ser usada
como carvão vegetal e matéria-prima na fabricação de papel.
Descrição
O pinhão-manso é um arbusto ou árvore com até 4 m de altura, flores
pequenas, amarelo-esverdeadas, cujo fruto é uma cápsula com três
sementes escuras, lisas, dentro das quais se encontra a amêndoa
branca, tenra e rica em óleo. A semente contém 66% de cascas, fornece
de 50 a 52% de óleo extraído com solventes e 32 a 35% em caso de
extração por expressão (trituração e aquecimento da amêndoa). O
pinhão-manso tem folhas em forma de coração, e o pinhão-bravo, folhas
mais alongadas. Outra diferença entre ambos é que os frutos do
pinhão-bravo são deiscentes, isto é, ao atingir a maturidade,
abrem-se, deixando cair as sementes. A semente do pinhão-manso pesa de
0,48 a 0,72 g e a do pinhão-bravo, de 0,22 a 0,39 g, Essas plantas
ocorrem espontaneamente desde o Maranhão até o Paraná. Em alguns
lugares, sem distinção de espécie, são chamados, além dos nomes já
referidos, de purgueira, grão-de-maluco, pinhão-de-cena, tuba, tartago,
tapete, siclité, pinhão-de-inferno, figo-do-infemo, pinhão-das-barbadas
e saci.
Pinhão Manso e Pinhão Bravo
O pinhão-manso tem folhas em forma de coração, e o pinhão-bravo,
folhas mais alongadas. Outra diferença entre ambos é que os frutos do
pinhão-bravo são deiscentes, isto é, ao atingir a maturidade, abrem-se,
deixando cair as sementes. A semente do pinhão-manso pesa de 0,48 a
0,72 g e a do pinhão-bravo, de 0,22 a 0,39 g, Essas plantas ocorrem
espontaneamente desde o Maranhão até o Paraná. Em alguns lugares, sem
distinção de espécie, são chamados, além dos nomes já referidos, de
purgueira, grão-de-maluco, pinhão-de-cena, tuba, tartago, tapete,
siclité, pinhão-de-inferno, figo-do-infemo, pinhão-das-barbadas e saci.
Cultura do pinhão-manso
Pode-se obter boa multiplicação das plantas por meio de sementeiras
ou por estacas. Por estacas, a multiplicação é mais rápida, mas gera
unidades menos resistentes. A média geral de germinação das estacas não
chega a 50% (é de cerca de 45%). E as estacas com mais de 2 cm de
espessura proporcionam maior índice de germinação. O espaçamento ideal
entre elas é de 2 x 3 m. Em sementeira, a germinação pode chegar a
quase 100%, usando-se sementes novas, de boa conformação. Aconselha-se,
no caso, o uso de sacos plásticos pretos, como cobertura, para evitar a
ação direta dos raios solares. Cultura do pinhão-bravo — O melhor
método é o do aproveitamento das mudas naturais existentes junto às
plantas-mães, originadas das sementes que caem, já que essa espécie é
deiscente. Outro método é o de estacas, que devem ter cerca de 80 cm,
com as duas extremidades em bisel, ou seja, cortadas obliquamente,
chanfradas.
Futuro
Sendo uma cultura existente de forma espontânea em áreas de solos
pouco férteis e de clima desfavorável à maioria das culturas
alimentares tradicionais, o pinhão pode ser considerado uma das mais
promissoras oleaginosas do sudeste, centro-oeste e nordeste do Brasil,
apresentando ainda como vantagens o fato de não ser afetado (até o
presente) por nenhuma praga. É altamente resistente a doenças e os
insetos não o atacam, pois ele segrega latéx cáustico que pode causar problemas a pele".
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