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Distribuição
Atualmente, o pinhão manso é encontrado em quase todas as regiões
intertropicais, estendendo-se sua ocorrência à América Central, índia,
Filipinas e Timor, até mesmo às zonas temperadas, em menor proporção.
No Brasil, o pinhão manso ocorre praticamente em todas as regiões,
sempre de forma dispersa, adaptando-se em condições edafoclimáticas as
mais variáveis, propagando-se sobretudo nos estados do Nordeste, em
Goiás e em Minas Gerais. De modo geral, cresce nos terrenos abandonados
e não cultivados, não subsistindo, porém nos locais de densa vegetação,
com a qual dificilmente consegue competir.
Atualmente é encontrada em quase todas as regiões intertropicais, ocorrendo em maior escala nas regiões tropicais e temperadas e, em menor extensão, nas frias (Cortesão, 1956; Peixoto, 1973; Brasil, 1985).
Constitui-se fator econômico industrial no Arquipélago de Cabo Verde, em Angola, Guiné, Moçambique, nas Antilhas Britânicas, Filipinas, México, Porto Rico, Venezuela e El Salvador, sempre ao lado de outras culturas, sendo uma das maiores riquezas do Arquipélago de Cabo Verde, que era um dos principais produtores e exportadores mundiais de tais sementes (Cortesão, 1956; Peixoto, 1973).
De acordo com Brasil (1985), sua introdução naquelas Ilhas é atribuída ao interesse dos portugueses em aproveitar as terras inaptas daquele Arquipélago, cujos solos de pouca fertilidade, dificilmente poderiam ser utilizadas para culturas menos rústicas.
Segundo Cortesão (1956) e Peixoto (1973), sua distribuição geográfica é bastante vasta devido a sua rusticidade, resistência a longas estiagens, bem como às pragas e doenças, sendo adaptável a condições edafoclimáticas muito variáveis, desde o Nordeste até São Paulo e Paraná. Segundo estes autores o pinhão manso se desenvolve bem tanto nas regiões tropicais secas como nas zonas equatoriais úmidas, assim como nos terrenos áridos e pedregosos, podendo, sem perigo, suportar longos períodos de secas.
Encontra-se desde a orla marítima, ao nível do mar, até 1.000 m de altitude, sendo o seu cultivo mais indicado em regiões que apresentem entre 500 e 800 m de altitude. Nos terrenos de encosta, áridos e expostos ao vento, desenvolve-se pouco, não ultrapassando os 2 m de altura.
Distribuição do Pinhão-Manso em Minas Gerais
O levantamento preliminar das zonas de incidência do pinhão-manso no
estado, realizado inicialmente por coleta de informações junto aos
órgãos de extensão e pesquisa agropecuária, e depois mediante pesquisa
de campo, inclusive contando com participação da EPAMIG, mostrou que as
áreas potenciais do distribuição da euforbiácea abrangem as regiões
entre os limites de latitude 14,5 - 20,0 e de longitude 40,2 - 45,0,
localizadas, conforme se vê no Mapa , no norte e nordeste de Minas Gerais.
No entanto, a ocorrrência do pinhão nessas regiões aparece apenas de
forma esporádica e dispersa, não se verificando a presença de
adensamentos da euforbiácea em nenhuma das áreas pesquisadas. Em
algumas localidades pôde-se constatar a incidência maior do
pinhão-manso, sobretudo nas fazendas mais distantes, onde comumente seu
plantio é praticado apenas para uso como cerca, em espaçamentos tão
próximos que tornam bastante reduzidos os índices de produtividade.
Em alguns municípios mineiros, como Januária, Brasília de Minas, Rio
Pardo do Minas , Santa Maria do Suaçui, Virgolândia, Rio Vermelho.
Sabinópolis e Berilo, a ocorrência da euforbiácea é mais abundante,
seja na forma nativa, seja cultivado como cerca viva especialmente nas
zonas de atividade pecuária. Em Riacho da Cruz, próximo a Januária,
onde o pinhão-manso cresce com muito vigor no seu estado espontâneo,
sem quaisquer tratos agrícolas, os pés isolados são bastante
produtivos, conforme demonstraram as amostragens feitas In locum, em
fevereiro, em que se obtiveram rendimentos médios de 6 Kg de sementes
maduras por arbusto, permanecendo retidos na planta cerca de 3O% de
frutos não maduros, o que representa uma produção anual efetiva em
torno de 8,6 Kg de sementes.
No plantio da euforbiácea em espaçamento do 3x3 m, o que equivale a
uma população de cerca do 1180 pés por hectare, o rendimento anual de
óleo pode alcançar índices entre 3,00 - 4,00 t por hectare, ou até
mais, dependendo do trato que se dá ao cultivo da planta.Dada a enorme
dispersão do pinhão-manso nas áreas levantadas, sobretudo nos
municípios destacados no Mapa,
onde sua incidência é maior, torna-se praticamente inviável qualquer
tentativa de quantificar o potencial produtivo da euforbiácea no
estado.Mas ressalte-se a correlação existente entre o grau de
incidência do pinhão e o estágio de desenvolvimento da área de
ocorrência, observando-se maior distribuição da euforbiácea nas
localidades mais longínquas e menos habitadas em que a população,
carente de toda a sorte de recursos, utiliza as fontes naturais
disponíveis, no caso específico preservanndo, ou mesmo disseminando, os
plantios de pinhão para a produção de óleo destinado à iluminação ou ao
fabrico do sabão para uso caseiro.
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